Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

A DÚVIDA


Terrível e inquietante sentimento ou estado de alma o de ter ou experimentar a dúvida!
Vem isto a propósito do filme que acabo de ver em DVD, no conforto do meu maple. A Goiaba tinha-o trazido para a comunidade, numa das suas idas à FNAC, sempre proveitosas, sempre recheadas de novidades. Já foi há uns dias e eu fui adiando, por falta de tempo para o ver sem interrupções, como gosto, para poder passar para o lado de lá e não perder pitada!
Já conhecia a adaptação do texto para teatro, primorosamente interpretada, nos papeis principais, pela “minha” querida Eunice Muñoz e pelo Diogo Infante, que tão bem veste qualquer personagem. Sabia por amigos e pelos críticos de cinema que o argumento adaptado por Patrick Shanley estava excelente. Não tinha visto no cinema e, durante alguns dias, fui saboreando e antevendo o quanto gostaria desta versão. Sou fã incondicional de Meryl Streep e, mais uma vez, ela me surpreendeu com um excelente desempenho, aqui, quanto a mim, sobretudo na parte histriónica, na contenção psicológica e na composição física da freira directora implacável que, ao fim e ao cabo, a única certeza que tem é a dúvida que a assalta e domina completamente. Muito bom! Não digo mais porque as vizinhas ainda não o viram e não posso desvendar tudo acerca da trama.
Vale ainda a pena, para quem não viu a adaptação portuguesa, referir que a Eunice Muñoz emprestou uma ironia, uma malícia e uma dureza e força no olhar que deram à sua irmã Aloysius um cunho muito particular. Foi também uma excelente interpretação da dúvida.
O enredo do filme fez-me, mais uma, vez reflectir em temas como a autoridade, a moral e a forma de vivenciar a religião que tão desvirtuadas têm sido.
Vejam, discutam o filme e deliciem-se com esta excelente lição de representação.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Gatos pintores !

Há tempo vimos um livro sobre “Dança com Gatos” – deixámos aqui um pequeno apontamento. Esse livro foi escrito depois dos autores terem desenvolvido uma investigação aparentemente séria sobre o gosto dos gatos pela “pintura” e o sentido estético da mesma. O livro chama-se “Why cats paint
( A theory of feline aesthetics) e os autores são Heather Bush e Burton Silver.

Constataram que em documentos egípcios e em outros ao longo da História, apareciam imagens de gatos em posição de “pintar”. Descobriram que o facto de alguns gatos domésticos fazerem manchas com as tintas que encontram disponíveis é justificado por biologistas como um comportamento de marcação de território. Mas foram mais longe e descobriram que essas “marcas” têm sentido estético. A partir de imagens que receberam de um programa de televisão russo ( 1978), desenvolveram uma investigação exaustiva junto de inúmeras pessoas que relataram diversas experiências . Das numerosas ilustrações do livro, retiramos as que constam no início :

- imagem do deus Ra em forma de gato, parecendo desenhar hieróglifos
- ilustração medieval de um manuscrito (Bodhead Library, Oxford)
- Lu Lu e Wong Wong diante do seu tríptico …
- Misty, que parece imparável.

Acho que temos muito a aprender sobre as capacidades desses seres que são por vezes tão mal tratados e depreciados.

O AMON gostou do que viu e a dona até se sentiria tentada a experimentar não fora a posterior limpeza das patas e a possibilidade da criatividade ser do tipo da Misty …

Domingo, 5 de Julho de 2009

VIVA A VIDA – 9




A vida também é feita de contrastes : a delicadeza do nenúfar e a maior flor do mundo, carnívora e mal cheirosa. Esta flor ( Rafflesia arnoldii) encontra-se nas florestas tropicais da Malásia e Indonésia, pode ter até um metro de diâmetro, pesar até dez quilos e cheira a carne podre – é conhecida por “ flor cadáver”.

Sábado, 4 de Julho de 2009

O Didgeridoo

Numa das paragens em tendas de instrumentos de música, na Feira de Artesanato, vimos imensos didgeridoos. Não os havia o ano passado o que mostra como se estão a tornar apreciados por europeus e norte americanos. Diz-se mesmo que, para o tocar, não é preciso saber música. Talvez.
O didgeridoo (ou também didjeridu) é um instrumento de sopro usado tradicionalmente por aborígenes no norte da Austrália, ligado a crenças religiosas e místicas .
O didjeridoo é um instrumento muito antigo. Estudos
arqueológicos baseados em pinturas rupestres sugerem que o povo aborígene da região de Kakadu já utilizava o didjeridu há cerca de 40 000 anos.
O Yadaki, nome que os aborígenes dão ao didgeridoo, basicamente é um tronco oco de eucalipto escavado por térmitas. Cortado na medida certa, remove-se a casca do eucalipto, adapta-se um bocal de cera de abelhas e decora-se conforme os usos e costumes de cada tribo.
É tocado ao estilo do trompete, encostando os lábios a uma das extremidades. Através de sopros de diferentes intensidades, sons com a voz e movimentos com a língua, explora-se toda a gama de sons que ele permite.
Com a divulgação no ocidente, há-os feitos de bamboo e até de plástico (PVC), perdendo, naturalmente, intensidade e definição de som.
Em qualquer dos casos “é preciso dominar uma técnica de respiração circular que permite nunca interromper o fluxo de ar expirado e que consiste em encher as bochechas de ar e expirá-lo enquanto se inspira pelo nariz” … ( deve ser muito simples !!! ).
Nas comunidade aborígenes é usado em cerimónios de natureza religiosa e, nessas situações, é proibido a mulheres e a pessoas fora da comunidade.

Existem muitas lendas sobre a origem do didgeridoo. Uma delas fala de um grupo de aborígenes que, estando à volta de uma fogueira, reparou que, de um pedaço de madeira em chamas, saim pequenas térmitas. Tiraram o tronco da fogueira e sopraram para salvar as térmitas. Do sopro saiu um som e as térmitas voaram até ao céu, tornando-se em estrelas, que trouxeram a luz ao mundo.

Estudos recentes ( 2005 e 2008), concluiram que aprender e praticar o Didgeridoo ajuda a reduzir o ronco e apnéia do sono, assim como o tempo necessário para o descanso. Isto parece funcionar devido ao fortalecimento dos músculos das vias aéreas superiores. Demonstrou-se também que “a sua prática contribui para reduzir a ansiedade , diminuir a vulnerabilidade ao stress, melhorar a respiração e … ajuda a combater o tabagismo” !!!
Está decidido, no próximo ano ( se não for antes), haverá um didgeridoo no 5º esquerdo …



Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

FEIRA DE ARTESANATO

Todos os anos se realiza, por esta altura, uma Feira de Artesanato em Lisboa – nos últimos anos, na FIL (Parque das Nações).
Todos os anos dizemos que “é sempre igual”, “não queremos comprar nada”, mas … é destino certo.
Este ano escolhemos a 4ªfeira, “porque, a meio da semana, deve estar menos gente”. Qual quê!! Até ás 19h ainda se conseguia andar, mas depois … ainda bem que os visitantes não parecem recear a “crise”.
E foi assim que estas almas que “já viram tudo” e acham que “é sempre igual”, andaram quatro horas por lá. São os instrumentos de música que fazem uma “perder-se”, são as “pedrinhas”, são as roupas que viram a cabeça de outra, são as mulheres e homens africanos magnificamente vestidos e em “poses” para olhar, …
Não queríamos comprar nada mas comprámos e presenteámo-nos mutuamente . E houve quem ficasse com o olho num grande malão de pele azul que será essencial para a viagem futura no Expresso do Oriente, logo que, pelo menos, se arranje um “elfo” ( para não dizer criado) que o transporte.
E bem … mergulhámos numa loucura de fruta desidratada ( morangos, cerejas, manga, kivi, tamarinho,…) que é melhor não contar. Mostramos a taça que cada uma trouxe, só para “invejar”.
Vão à Feira. Está lá até domingo.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Elevador da Bica

Enquanto fazia o meu trajecto habitual, num autocarro da Carris, constatei que o elevador da Bica tinha celebrado, ontem, 117 anos e que essa data era assinalada como “acontecimento que eleva a cidade”. Achei graça à frase publicitária e como grande amiga dos nossos elevadores, logo pensei num pequeno post para, também eu, festejar um dos muitos amarelos que animam as nossas colinas.
O Elevador da Bica, ou Ascensor da Bica, é um
funicular localizado na Rua da Bica de Duarte Belo, propriedade da Companhia de Carris de Ferro de Lisboa.
Estabelece a ligação entre o Largo do Calhariz e a Rua de São Paulo, por uma das encostas mais íngremes da cidade. A concepção é do engenheiro português
Raoul Mesnier du Ponsard e foi inaugurado a 28 de Junho de 1892.Com mais de um século de existência, é o ascensor mais típico da cidade de Lisboa e, embora não tenha a mesma afluência do Elevador da Glória, constitui nos dias de hoje uma das principais atracções turísticas da capital portuguesa.Devido à sua enorme importância histórica e cultural, o elevador foi classificado como Monumento Nacional em Fevereiro de 2002.
As duas carruagens, idênticas e numeradas 1 e 2, são compostas por três compartimentos de piso horizontal, desnivelados e de acesso independente e o elevador tem capacidade para transportar 23 passageiros, dos quais 9 sentados e 14 em pé.
Aí ficam umas imagens do percurso e do velhinho elevador.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

A marca de um Desiger

Uma feliz coincidência fez chegar-nos este vídeo, num mail de um colega e amigo, depois de há uns dias atrás termos andado a pesquisar sobre a sequência de Fibonacci quando a Lis preparava mais uma das suas Oficinas “Saber ver, Poder criar”.
Porque a perfeição nos deslumbra, porque os mistérios da criação sempre nos interessaram, porque gostamos de compartilhar com os outros o que de mais interessante nos chega, aqui fica mais um filme para ver, para deliciar e fazer reflectir.